À militancia do PT

mojica De Pepe Mojica, ex-guerrilheiro e presidente eleito do Uruguai:
“Que seria deste mundo sem militantes? Como seria a condição humana se não houvesse militantes? Não porque os militantes sejam perfeitos, porque tenham sempre a razão, porque sejam super homens e não se equivoquem. Não é isso. É que os militantes não vem para buscar o seu, vem entregar a alma por um punhado de sonhos. Ao fim e ao cabo, o progresso da condição humana depende fundamentalmente que exista gente que se sinta feliz em gastar sua vida ao serviço do progresso humano. Ser militante não é carregar uma cruz de sacrifício. É viver a glória interior de lutar pela liberdade em seu sentido transcendente”.
FELIZ ANO NOVO !!!!

Entrevista com Guilherme Lacerda

Apontado por articulistas petistas como um dos principais nomes capazes de levar o partido à Câmara dos Deputados, o economista e presidente da Fundação dos Economiários Federais (Funcef) Guilherme Lacerda já faz discurso de candidato, apesar de afirmar que os planos dele serão submetidos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff. Com um pé no empresariado, Lacerda é um elo importante do partido com o segmento. "Um cidadão que se dispõe a fazer política partidária e ter um cargo público precisa ter, também, relações respeitosas com todos os segmentos sociais", avalia.

Confira a entrevista na íntegra:

Folha Vitória - Nós temos uma eleição à frente e o nome do senhor é considerado para o pleito por muitos analistas. Quais são os planos pessoais do senhor para 2010?

Guilherme Lacerda - Tenho um entusiasmo muito grande em contribuir para o desenvolvimento de nosso querido Espírito Santo. Há muito tempo temos feito o que está ao nosso alcance para isso. Temos uma grande afinidade com o projeto exitoso que está sendo levado adiante atualmente pelo governador Paulo Hartung. Sou filiado ao PT desde 1983 e sempre procurei aliar minha militância política como cidadão com minha formação acadêmica e profissional. Em 2010, será o momento de todos os capixabas avaliarem o governo federal e o estadual. Defendo que haja continuidade desta prática política que tem feito uma revolução maravilhosa em nosso país sob a liderança do presidente Lula. Planos pessoais a gente sempre tem. Mas eu submeto os meus ao presidente Lula e à ministra Dilma. Posso disputar as eleições do ano que vem ou continuar servindo o governo Lula em qualquer trincheira que ele considere importante para darmos continuidade a esta trajetória de desenvolvimento econômico, distribuição de renda e justiça social. Disputando as eleições quero continuar servindo ao povo do Espírito Santo como já fiz através de toda a minha vida pública. Vou avaliar a melhor forma de contribuir neste projeto. Ser um deputado federal ativo, comprometido em defender sempre o melhor para o nosso Estado é uma postura que poderei submeter à apreciação dos cidadãos capixabas.

Folha Vitória - Como o senhor pretende se apresentar para o eleitorado? Já tem projetos definidos?

Guilherme Lacerda - A melhor apresentação para o eleitorado deve ser pautada pela disponibilização de nossa própria história de vida. Pretendo me apresentar da forma que sempre fui, com base em meus valores éticos e morais. Sou um cidadão que conhece a realidade do nosso Estado, conhece os problemas e, modestamente, sabe encontrar soluções. Serei um ardoroso defensor de nossa economia, um ardoroso defensor da geração de empregos e um apaixonado militante pelas questões sociais e dedicado à causa pública. Quero colocar toda minha experiência de gestão - seja pública ou privada - para melhorar a realidade econômica de nossos municípios e a realidade de nossos cidadãos. Sobre os projetos que nos sustentam idealizo uma defesa intransigente de uma política orçamentária federal que não penalize o Estado, apoio ao Governo Estadual no relacionamento institucional com o Governo Federal e com Entidades privadas ou corporativas; diálogo constante com as lideranças corporativas, institucionais e empresariais do Estado para viabilizar soluções favoráveis ao nosso povo. Tudo isso deverá ser conduzido com uma prestação de contas constante de nossos atos.

Folha Vitória - Como o senhor vê a aproximação do PT com o PR? Seria favorável a uma conquista na Câmara?

Guilherme Lacerda - Este debate de coligação partidária será conduzido pelo nosso partido. Nesta semana está sendo feito o primeiro debate sobre o assunto. O PR foi um partido ao qual estivemos coligados nas últimas eleições.  Temos que olhar qual é a composição que não penaliza nossa atual representação e que atenda, também, às expectativas dos outros partidos coligados. Eu pessoalmente penso que este caminho é o melhor.

Folha Vitória - Qual é a relação do senhor com o governador Paulo Hartung?

Guilherme Lacerda - A relação com o governo e o governador não poderia ser melhor. Sou de opinião, e nisto acompanho a maioria dos capixabas conforme mostram as pesquisas, que o nosso Estado passa por uma grande transformação para melhor. E as pessoas precisam se lembrar de como estava nossa realidade em 2002. É evidente que sempre precisamos buscar aprimoramentos e ter uma insatisfação benigna. Sobre o relacionamento pessoal é excelente; somos contemporâneos do movimento estudantil lá nos idos dos anos 70 e desde então acompanho a trajetória política exitosa do governador.

Folha Vitória - Como o senhor avalia a parceria do PT com o PMDB em apoio à candidatura de Ferraço ao governo?

Guilherme Lacerda - O PMDB é um partido que está na base de apoio do presidente Lula. Aqui no Estado nós participamos também do governo liderado pelo partido. Essas relações têm sido fundamentais para dar uma governabilidade adequada à execução dos planos de governo proposto à época das eleições. Portanto, vejo com muita tranqüilidade a possível (ou provável) parceria com o PMDB nas eleições majoritárias em 2010. O Ricardo Ferraço, como provável candidato do PMDB, terá no PT um aliado comprometido em fazer a boa política, com P maiúsculo, sem se perder em picuinhas. Vejam como é salutar ter uma boa relação entre o governador e seu vice, como está ocorrendo agora.

Folha Vitória - O senhor acredita que Ferraço está preparado para dar continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido?

Guilherme Lacerda - O Ricardo Ferraço tem todas as condições para ser um bom governador e dar andamento ao programa de investimentos tão necessário ao povo capixaba. Muitos se esquecem de que no governo Vitor ele foi presidente da Assembléia, nos dois primeiros anos e naquele dificílimo momento ele teve uma postura correta, sempre procurando ajudar. Atualmente, ele tem sido um vice-governador ativo, atuou em várias frentes da administração e tem pleno domínio das dificuldades futuras e também potencial que nosso Estado possui e a capacidade de gestão da máquina administrativa estadual.

Folha Vitória - O senhor tem um pé também no empresariado. Como é a recepção desse segmento à candidatura de Ferraço?

Guilherme Lacerda - Eu sou economista, formado pela UFES, com mestrado pela USP e doutorado pela UNICAMP, ambos concluídos. Sou Professor Universitário, do Departamento de Economia da UFES. Pela minha formação e pela minha experiência profissional, nos diversos desafios que enfrentei, acabei tendo uma interlocução muito boa com o empresariado capixaba. Considero que aqui temos muitos exemplos de lideres sérios e muitos empreendedores em diversos setores. Esta riqueza precisa sempre ser valorizada nos planos de governo e pelas lideranças políticas.  Sobre a relação deste segmento com a candidatura de Ferraço não tenho informação sobre qualquer resistência.

Folha Vitória - Na política qual deve ser o limite de envolvimento de um representante do povo com os segmentos econômicos?

Guilherme Lacerda - Um cidadão que se dispõe a fazer política partidária e ter um cargo público precisa ter, também, relações respeitosas com todos os segmentos sociais. Deve prezar pela ética, pelo compromisso social e pelas causas coletivas para nortear seus movimentos. Além disso, precisa ser transparente ao informar o que pensa e como se posiciona perante os diversos assuntos. Tenho experiência e visão social para, sendo candidato e merecendo o mandato do povo capixaba, cumprir bem estas tarefas. É importante construir consensos em que os trabalhadores e os movimentos sociais tenham vez e voz e não fiquem sufocados por aqueles que tenham maior poder econômico. O governo Lula tem provado que não existe dicotomia entre crescimento econômico e justiça social. Os segmentos econômicos que pensam no bem de nosso Estado, no bem de nosso país, que geram riqueza e renda, são parceiros de nosso projeto de mudar e melhorar o Brasil.

Poema em linha reta

Fernando Pessoa

(Álvaro de Campos)

[538]

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.

Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.



E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,

Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,

Indesculpavelmente sujo,

Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,

Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,

Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,



Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,

Que tenho sofrido enxovalhos e calado,

Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;

Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,

Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,

Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,

Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado

Para fora da possibilidade do soco;

Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,

Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.



Toda a gente que eu conheço e que fala comigo

Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,

Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...



Quem me dera ouvir de alguém a voz humana

Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;

Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!

Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.

Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

Ó príncipes, meus irmãos,



Arre, estou farto de semideuses!

Onde é que há gente no mundo?



Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?



Poderão as mulheres não os terem amado,

Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!

E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,

Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?

Eu, que venho sido vil, literalmente vil,

Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.



Feliz Ano Novo?

Discurso de Perly na festa de lançamento da chapa.



Assista aos vídeos da festa de lançamento da candidatura de Perly e da chapa Democracia e Participação, clicando nas imagens correspondentes na coluna à direita

Manifesto

Não, não quero ir para mais longe, desterrado, porque minha pátria é a memória... (Guimarães Rosa)

A construção da democracia é uma luta permanente e exigente de atitudes e comportamentos. É preciso no dia-a-dia democratizar as instituições, as atitudes e os comportamentos dentro de casa, nos sindicatos, nas associações, nas instituições públicas e privadas no executivo, no legislativo e no judiciário. Nós, petistas, temos que assumir esse compromisso permanentemente, fazendo uma revolução fora de nós e em nós mesmos. Fazendo do PT aquilo que queremos para a sociedade.



Precisamos sempre de ter utopias, precisamos acreditar na possibilidade de mudanças. Precisamos ter humildade e determinação para levarmos à frente nossas idéias.

Iniciei minha militância política em 1960. De lá pra cá mudei muito, sem mudar de lado, atuei no movimento estudantil, na fundação de sindicatos, lutei contra a ditadura militar, fui preso, torturado e condenado e cumpri 10 anos de prisão. Dentro da prisão, iniciei a construção do Partido dos Trabalhadores, atendendo ao chamado de dirigentes sindicais, dentre eles, Lula, Olívio Dutra e tantos outros.

No dia 13 de agosto deste ano, ouvi da Comissão de Anistia que em nome do Estado pedia, de pé, perdão e desculpas por todas as atrocidades, perseguições, prisões, torturas, mortes e desaparecimento de opositores políticos. Era o Estado reconhecendo que havia cometido erro perante àqueles que tiveram a coragem e a disposição de enfrentar uma ditadura militar. Com humildade e de cabeça erguida, aceitei o pedido de perdão e fui anistiado. E, com muita humildade e determinação quero seguir a caminhada, como militante do PT.

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Vale lembrar que, mães africanas compõem uma canção para o filho que vai nascer e cantam sempre essa canção juntamente com a comunidade para ele, nos aniversários, nas passagens da fase de criança para adolescência, no casamento, nos momentos de vitórias dele e também cantam para ele a mesma canção quando ele se desvia do comportamento ou comete erros. Esse canto é para que ele se lembre sempre que ele tem uma canção e que a comunidade espera sempre que ele se lembre dela e que ele viva naquela comunidade, amando e respeitando a sua história.

A mãe é o sonho e a utopia. O filho é o PT.

O PT, nos seus trinta anos, também mudou muito, mas não mudou de lado. Nasceu dos sonhos, das lutas dos trabalhadores e afirmou que a democracia, ou virá pelas mãos dos trabalhadores ou não virá nunca. Muitos se lembram de como foi difícil a construção do PT nesses trinta anos. Acertamos e erramos também, mas aprendemos com nossos erros que é preciso sempre ouvir, dialogar com todos os filiados e com todos que acreditam em nosso partido.

Aceitei o desafio de disputar a presidência do PT porque acredito num projeto coletivo, na democracia e na possibilidade de mudar o mundo. De 80 até agora o Brasil mudou muito e o PT é parte importante dessa mudança. Disputamos eleição desde sua fundação, candidatando-me a governador mesmo sabendo que não havia a menor possibilidade de me eleger, mas sabia que estávamos coletivamente construindo um projeto político importante para o futuro. De lá pra cá, elegemos prefeitos, governadores, vereadores, deputados e senadores, e agora temos um operário metalúrgico realizando uma revolução democrática em nosso país. Ele também mudou, mas não mudou de lado. Isso é importante para a consolidação da democracia e dos sonhos que nos fizeram criar e ser parte do Partido.

O Processo de Eleições Diretas - PED - É uma conquista da democracia dentro do PT, embora, alguns não acreditavam que isso era possível. O PED é um momento privilegiado para discutirmos os rumos do PT, aperfeiçoando sua prática política. Vamos eleger diretamente os presidentes e os diretórios municipais, estaduais e nacional, bem como, os delegados que participarão do congresso que definirá programa, política de aliança e estratégias para eleger aquela que irá suceder Lula, bem como, ampliar a bancada de deputados e senadores, governadores, senadores que deverão em sintonia, manter os compromissos assumidos com as lutas sociais para transformar nosso país. No PED estamos empenhados na eleição de Jose Eduardo Dutra para presidente Nacional do PT.

O nosso compromisso é com a democratização do Partido, com o fortalecimento do projeto coletivo assegurando que todas as instâncias partidárias funcionem de maneira democrática, transparente, respeitando as regras partidárias e ouvindo sempre a militância. Só assim estaremos nos preparando para os próximos embates eleitorais no Espírito Santo, onde nosso Partido não estará atrelado nem submisso a nenhum projeto pessoal de quem quer que seja, porque nenhum projeto pessoal pode ser maior que o projeto político do Partido dos Trabalhadores.

Vitória (ES), 24 de agosto de 2009

"Que importam os perigos ou os sacrifícios de um homem ou de um povo, quando está em jogo o destino da humanidade." Che Guevara.

Obrigado

Perly Cipriano

Construindo uma sociedade mais justa, com um partido de atuação democrática e transparente

1 - SITUAÇÃO ATUAL DO PT NO PAÍS

O PT tem mantido uma história de luta. Mudou sem mudar de lado. Tem avançado e acumulado experiência na relação com os movimentos sociais, no parlamento e nos executivos municipais e estaduais e agora com o governo Federal com Lula na presidência.

Em todas as esferas de atuação temos conseguido fazer avançar a participação dos

movimentos organizados e também criar nos espaços públicos uma relação política com os poderes executivos e legislativos numa nova dinâmica de relacionamento.

Com o governo Lula o Brasil está vivenciando uma grande transformação social, econômica e política. O Brasil conseguiu crescer e distribuir riquezas. Conseguiu gerar emprego e ampliar a participação de amplas camadas sociais com políticas públicas. Reduziu a fome e as desigualdades. Milhões de famílias foram incluídas no programa bolsa família. As cotas nas universidades abrem possibilidades para a juventude. A política salarial adotada vem assegurando ganhos reais aos trabalhadores. No campo, a reforma agrária, as políticas agrícolas com os financiamentos e a assistência técnica, têm avançado.

Amplas camadas do campo e da cidade estão tendo acesso a bens de consumo, com melhora considerável na qualidade de vida.

Há crescimento do mercado externo.

O governo Lula barrou as privatizações e recompôs a capacidade do Estado desempenhar papel importante no desenvolvimento econômico e socio-cultural.

O Brasil conquistou perante o mundo um destacado desempenho na política internacional, com soberania, respeitando, fortalecendo e fomentado a democracia e a política de autodeterminação. Atuando para fortalecer o MERCOSUL e a unidade dos países da America Latina, do Caribe, do Continente Africano, da Cooperação África do Sul, Índia, China, países Árabes e dialogando com a União Européia e EUA. Sendo reconhecido como um país que conquista seu espaço no cenário internacional sem impor ou aceitar a hegemonia.

O governo Lula com suas políticas tem mantido crescente prestígio, tanto internamente quanto externamente.

O PT tem o grande desafio e a responsabilidade para dar continuidade a tais políticas. Pela primeira vez vamos participar de uma eleição presidencial sem que Lula seja o nosso candidato a Presidente. Dilma tem todas as condições para suceder Lula e dar continuidade a nosso projeto. Com o prestigio do governo Lula, com a política de alianças que construiremos nos estados e com a força do PT e dos movimentos sociais e de setores empresariais elegeremos Dilma presidenta. Dando continuidade e avançando na construção da democracia, na participação social, na melhora das condições de vida de nosso povo, garantindo futuro de esperança e de novas conquistas.

O desempenho do Governo Federal nos coloca numa situação privilegiada perante o eleitorado brasileiro. Muitos tabus foram quebrados. Todos os indicadores sociais e econômicos do atual governo são superiores aos governos anteriores. O que nos coloca como o partido com maior credibilidade na população brasileira.





2 - O PT NO ESPIRITO SANTO

2.1 - Breve relato histórico.

PT do Espírito Santo também tem uma história de lutas e conquistas. Sempre esteve presente nas lutas sociais. Foi o primeiro estado que elegeu prefeito da capital, juntamente com São Paulo e Rio Grande do Sul. Também fomos o primeiro estado que elegeu governador, juntamente com o Distrito Federal. Na última eleição fomos o partido que obteve maior numero de votos para vereador e prefeito. Reelegemos o prefeito de Vitoria, Cariacica e Castelo. Elegemos também os prefeitos de Colatina, Cachoeiro e Mantenópolis. Foi a legenda com a maior votação.

Tínhamos um pré-candidato com amplas possibilidades de ser eleito governador do ES. Com sua desistência, aumenta a nossa responsabilidade. Pois temos que construir uma forte base de apoio para a candidatura de Dilma aqui no Estado. E ao mesmo tempo construir um programa de governo que some e esteja em sintonia com o programa da candidata Dilma. Temos também que articular coligações que possibilitem o crescimento da bancada de deputados e senadores, tanto do nosso partido quanto da nossa base aliada.

O PT tem que dialogar com todos os partidos do nosso leque nacional de alianças e coligações. Dialogar também com as lideranças partidárias, com os movimentos e segmentos sociais. Para isto é necessário, desde já, reunir os diretórios municipais, os prefeitos, os vereadores, os secretários, os setoriais da juventude, mulheres, negros, artistas, etc.

O PED é um momento privilegiado para dialogar, refletir, definir ações e avaliar comportamentos no campo da atuação petista, nas instâncias do Partido, diretórios, secretarias e setoriais; nas instituições, prefeituras, governos, nos mandatos legislativos de vereadores, deputados, órgãos públicos; nos movimentos sociais, sindicais, culturais, juventude, etc.

Para conquistarmos corações e mentes devemos estar dispostos a ampliar a democracia e a participação da militância. Para isto é preciso combater, permanentemente, toda forma de autoritarismo, de negligência partidária, de intrigas, de falta de transparência, ou de desrespeito as normas e resoluções do Partido, em especial ao novo Código de Ética.

Devemos estar atentos para que no processo do PED nenhum filiado seja constrangido para atuar ou votar mediante argumentos que não seja o do convencimento político, porque isto fere a ética partidária. Ou que qualquer militante também não seja constrangido por pressão no trabalho, porque isso é assédio moral.

No PED vamos pelo voto direto, secreto e consciente, porque isto é uma conquista petista. Vamos eleger as direções dos diretórios municipais, do diretório estadual e nacional. Elegeremos também os presidentes destes respectivos diretórios.

Nosso candidato a Presidente Nacional é o companheiro José Eduardo Dutra e o companheiro Perly Cipriano é o nosso candidato a Presidente do Diretório Estadual. São companheiros testados na luta, cujos compromissos com o PT farão com que a democracia e a participação da militância sejam respeitadas e avancem ainda mais.

Portanto, neste momento, precisamos agir com muita dedicação e serenidade. É fundamental assumirmos um papel pró-ativo na elaboração de um programa de governo para o Espírito Santo e tomar a iniciativa de diálogo com os demais partidos que compõem o nosso arco de alianças, bem como com outros setores que estão dispostos a dar continuidade ao projeto que o Presidente Lula encarna e que deve continuar com Dilma Rousseff.

Para termos sucesso nesta empreitada precisamos fazer um esforço de atuação coesa de todas as correntes internas do Partido. Essa missão passa por uma autocrítica e por uma postura de conciliação entre as lideranças, de forma a não se aprofundar as ações efetivadas sem qualquer debate prévio. Não há liderança maior do que o Partido, e muito menos liderança maior do que a atuação coletiva de nossos milhares de filiados.

Construímos uma história com o esforço de muitos, e está na hora de valorizarmos este grande potencial que geramos.

Temos hoje um projeto nacional que está revolucionando o país, e demos uma contribuição decisiva para alterar profundamente o ambiente político e a situação econômica de nosso Estado. Assim, está na hora de termos uma presença política compatível com nossa história recente e com a nossa capacidade de interlocução com a sociedade capixaba.





3 - OS DESAFIOS PARA A DIREÇÃO PARTIDÁRIA

3.1 - Os argumentos centrais de nossa proposta de condução partidária

Durante a mobilização para o PED é necessário envolver todos os filiados, não apenas para votar, e sim para construir duas agendas internas. Uma de debates sobre os rumos do nosso partido e a outra para trabalhar a mobilização para a campanha da companheira Dilma.

Devemos tirar o Partido do imobilismo em que se encontra em nosso estado e comprometer a nova direção com mudanças de métodos e de atitudes

A nova direção não deve se omitir de fazer as críticas sobre a gestão do Estado, de forma autônoma e soberana, conforme a linha programática partidária. Essa postura não é incompatível com o fato de sermos também governo.

Chegamos ao governo Federal e houve melhora nas condições de vida do povo brasileiro, beneficiando, principalmente, os menos favorecidos, através das políticas públicas do governo Lula, que garantem transferência de renda para os excluídos. Porém, muita coisa falta ainda ser feita. Ainda existe exclusão social, êxodo rural, desempregados e miseráveis, e uma elite que continua acumulando riqueza em detrimento da maioria da população. O PT não pode ficar calado. Mesmo que seja aliado ou integrante de algum governo, deve fazer a crítica mostrando a sua cara e a sua posição na luta pela construção de uma sociedade cada vez mais justa.

A nova direção deve, sobretudo, garantir autonomia do Partido. Não deve permitir relação de subserviência com nenhum governo. Deve ampliar a democracia, trazendo os companheiros para o debate, num processo constante de discussão, realizando encontros, congressos, debates e seminários. Informando sempre os movimentos partidários, que não devem ser simplesmente ações de cúpula, e sim ações oriundas do debate e da nossa democracia interna.





3.2 - Setoriais e Movimentos Populares.

A nova direção deverá também, valorizar e estimular os filiados a participarem dos Setoriais e dos Movimentos sociais. Devendo ser parceiros estratégicos na luta pela democracia e pela superação das desigualdades sociais, e sempre respeitando a autonomia dos Movimentos.

Os movimentos sociais formam a última e a mais importante trincheira de garantia da agenda petista, daí porque a participação do partido como agente político junto aos movimentos sociais é tarefa fundamental, não apenas para o nosso projeto estratégico, mas também, e, sobretudo, para a garantia da governabilidade com viés de inclusão popular.





3.3 - Juventude e Novos Quadros

Deverá também estimular e investir na formação de novos quadros buscando atrair, principalmente os jovens, dando formação e condições efetivas para que participem da militância política com políticas e movimentos voltados para eles.

A juventude, por suas característica de idealismo, ética e rebeldia, tem que assumir como objetivo estratégico a luta contra a corrupção e contra a impunidade. Não abraçar esta bandeira é querer que o seu futuro seja pior do que o presente.

A nova direção deve buscar resgatar a juventude, cujo papel no cenário atual, é estratégico, uma vez que oplaneta está em risco, dado ao desequilíbrio ecológico, e se a juventude não assumir esta bandeira como objetivo estratégico, estará abrindo mão de sua própria vida.





3.4 - Financiamento de Campanha e Ética

O Partido deve manter sobre controle os financiamentos de campanha a fim de evitar, a todo custo, que o partido fique exposto a desvios éticos e ilegalidade nas eleições.





3.5 - O PT e o Socialismo

Com o terceiro congresso o socialismo deixou de ser uma opção para ser um objetivo, para qual o partido irá se mover através de ações concretas no cotidiano de uma cidade e de um estado.

Devemos buscar uma cidadania plena, que combine liberdade, participação e igualdade para todos dentro do Estado Democrático de Direito. Alcançar a cidadania plena é ampliar e consolidar os direitos civis, políticos e sociais. Ser cidadão pleno é ser titular destes três direitos, pois, os direitos civis garantem a vida em sociedade, os direitos políticos garantem a participação na estrutura política do Estado, os direitos sociais garantem a participação na riqueza do país.

Temos que exercitar o princípio socialista da solidariedade, fraternidade e respeito humano no seio do nosso partido.

Devemos trazer para dentro do partido a intelectualidade de esquerda, cujo papel na luta ideológica entre o capitalismo predador e o socialismo sustentável é de fundamental importância.

A nova Direção deverá promover um seminário em que tenha como tema central a construção do socialismo sustentável (ecosocialismo) - e democrático a partir do município.

O debate interno, feito em bases respeitosas e transparentes engrandece o Partido. Nesta ótica devemos também travar um processo permanente de discussão com a sociedade e com outras siglas que compõem o nosso leque de aliança partidária, na luta constante para a construção do socialismo sustentável e democrático.





3.6 - Treze diretrizes norteadoras da vida partidária durante e depois do PED.

1) O PT deve assumir a iniciativa política junto a todos os partidos da base aliada do governo Lula, visando compor apoios e palanque, ou palanques, para a campanha presidencial.

2) Além da campanha presidencial, o PT-ES deve também tomar iniciativa de discutir o quadro sucessório no ES.

3) O PT deve iniciar a discussão de programa de governo para o Espírito Santo em sintonia com as diretrizes nacionais do Partido. Dando prosseguimento às deliberações da penúltima reunião do DE, realizada no CEFET, onde foi constituído um GT, que deverá ser ampliado, definindo prazos e metodologia para discussão com o conjunto do partido.

4) Realizar reuniões municipais e ou regionais, bem como plenárias setoriais, visando discutir o PED, o programa de governo e a campanha presidencial.

5) Assegurar, durante o PED, plenárias regionais e setoriais para debater a tática e a estratégia para atuação do PT, visando a mobilização de todos os diretórios municipais, prefeitos, vereadores, secretários e detentores de cargos comissionados, nos três níveis: municipal, estadual e federal.

6) Manter o conjunto do partido informado das discussões com outros partidos, lideranças e segmentos sociais.

7) Manter na página do DE as agendas e pautas das reuniões do Diretório Estadual, dos diretórios municipais, das executivas (estadual e municipais), e dos nossos parlamentares.

8) Informar a arrecadação partidária do DE discriminando as fontes: mandatos parlamentares; cargos comissionados; Diretórios Municipais; e do fundo partidário.

9) Definir calendário anual de reuniões do DE, definindo também atribuições e responsabilidades para todos os seus integrantes.

10) Promover discussão sobre as normas partidárias na relação partido/administração, partido/movimentos sociais, partido/mandatos eletivos e partido/cargos comissionados. Em especial sobre o novo Código de Ética.

11) O partido deve sempre se posicionar, discutindo, denunciando quando necessário e apresentando propostas, quando ocorrer fatos da gravidade dos "grampos ilegais", corrupção e venda de sentenças no Judiciário, torturas e outras violações de Direitos Humanos no sistema prisional, como mortes de adolescentes, prisão e violência contra sindicalistas e membros de movimentos sociais, e ainda atos praticadas por instituições da sociedade civil que cometam irregularidades e firam a legalidade democrática.

12) Dar atendimento republicano a todos os filiados. Independente de cargos e correntes a qual pertençam. Democratizando o acesso e o funcionamento da sede regional, tornando um local atraente e de agradável convivência para o dia-a-dia da política.

13) Organizar um Centro de Memória do PT-ES, reunindo documentos, fotos, depoimentos, registro de teses e trabalhos sobre o PT.







O ELOGIO DO PARTIDO



O individuo tem dois olhos

O Partido tem mil olhos.

O Partido vê sete estados

O indivíduo vê uma cidade.

O Indivíduo tem uma hora

Mas o Partido tem muitas horas.

O indivíduo pode ser liquidado

Mas o Partido não pode ser liquidado.

Pois ele é a vanguarda das massas

E conduz a sua luta

Com o método dos Clássicos, forjados à partir

Do conhecimento da realidade.

(Bertold Brech)







Dilma Rousseff - Presidenta do Brasil

Eduardo Dutra - Presidente Nacional do PT

Perly Cipriano - Presidente Estadual do PT







CNB - Democracia e Participação





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