Ping pong

sexta-feira, 27/07/2010
Ping - O companheiro Perly, que finalmente voltou, em entrevista publicada em 26 de junho, faz o seguinte comentário quanto ao vice de Casagrande: "Quando o Ferraço deixa de ser candidato e Casagrande assume, para alguns partidos, o processo teria que ser zerado novamente. Alguns partidos defendem que deveria uma nova discussão, inclusive também em torno da candidatura ao Senado. Com relação ao Senado, a discussão também não foi fácil, só mais recentemente que as coisas foram pacificadas. O PT pleiteia a vice, porém nos não podemos desqualificar em hipótese alguma a demanda de Vidigal. Neste momento, também estão pessoas buscando seus espaços e mostrando suas forças, sua capacidade de diálogo e de articulação.
O fato de o PT ter o Givaldo como candidato, não pode desqualificar o PDT ou qualquer outro partido que queira apresentar nomes. Eu acho que o nome do vice de Casagrande continua em discussão. Acho também que os nomes, de fato, só fecham no último dia de inscrição no TRE. Governador já está decidido, senador também, mas vice e os candidatos proporcionais só mesmo na reta final." Confeso, Chico Celso, que não entendí, para mim a questão do vice já é coisa decidida, agora é hora de nos articularmos para eleger o maior numero possivel de deputados federais, parece que ele está querendo que a vice seja do PDT, o que te parece?
Pong - Perly retornou anteontem, ainda está sendo informado, mas achei a colocação mais para um observador do que para um ativista. Porque por mais legítimo que seja o Vidigal fazer barulho quanto a vice, o vice tem que ser do PT. Em política não há jogo zerado. Há jogo modificado, revirado, alternado, etc, mas zerado, isto é, começado do zero, como se as articulações, os movimentos, os acordos, as leituras, as correlações, enfim, os cenários não tivessem existido, não é plausível. Com os erros de estratégia e de negociação do Coser e sua maioria, restou ao PT - como a legenda mais votada nas últimas eleições de 2008, com as principais prefeituras do estado, como o partido-cabeça no plano nacional - a vice governadoria, e disso não podemos abrir mão, até porque o partido tinha assegurado a vice de Ricardo Ferraço e a reviravolta ocorreu apenas na cabeça de chapa. O que estava ocorrendo é que a chegada do PDT, por último, junto a coligação em torno do Ricardo, após o "fico" do PH, foi empurrando o Coser para segundo plano. Com a reviravolta acabou sentindo que o chega-pra-lá dado no Coser não iria ser mantido. A verdade é que após o "fico", o arranjo do Ricardo Ferraço ficou sem comandante, e aí , nos minutos finais antes da reviravolta, o Vidigal estava tentando ocupar um espaço às custas de colocar no banco de reserva o Coser, sentindo-se, talvez, como o novo técnico. Na campanha de Renato Casagrande haverá mais de um coordenador, nesse sentido ambos perderam. Porém, o Partido dos Trabalhadores não pode e não vai perder a vice, seria uma indignidade, uma humilhação. Reafirmo o que já disse algumas vezes nesta nossa página: o eixo principal que sobredetermina os arranjos estaduais é o embate nacional, os partidos da coligação nacional não terão nos estados autonomia para contrariar. A Dilma já está crescendo no Espírito Santo e irá crescer muito ainda à medida que for sendo identificada com o Lula e com Renato. Renato Casagrande e Dilma Rousself irmanados com o apoio integral do presidente Lula. Essa foto: Lula no meio abraçado a Dilma e ao Renato precisa ser feita e distribuída já. Aliás, sugiro que você monte para o nosso blog. O que lamento foi que o Perly não se desincompatibilizou como queríamos, como pressionamos o quanto pudemos, pois hoje seria um forte nome à suplência de senador ou candidato a deputado estadual, mas vamos em frente, pois é hora de batalharmos muito para elegermos o máximo possível de deputados.
sexta-feira, 25/06/2010

Ping - Dilma passa o Serra em cinco pontos, segunda pesquisa publicada hoje, caminhamos para ganhar no primeiro turno?
Pong - A campanha do Serra está errando muito. Erra quando cai no denuncismo de dossiê pra cá, dossiê pra lá, o eleitor está vacinado e não gosta, principalmente quando são armados, mas isto não quer dizer que a campanha da Dilma pode relaxar, tem que estar vigilante. Se na luta contra a ditadura, na clandestinidade, era possível a infiltração, imagine numa democracia.
Erra quando ataca a quantidade de servidores públicos, pois a terceirização já ficou provada que custa mais aos cofres e é mais suscetível de corrupção, isso somado a marca do tucanato que é de arrocho salarial no setor público.
Erra quando ataca a Bolívia, afinal, não apenas trata-se de um pais independente que tem que ser respeitado, como tem um significado histórico ser governado por um indígena, antes marginalizado na política boliviana;. ademais é um parceira econômica do Brasil.
Erra quando ataca os movimentos sociais e sindicatos. Ele está assumindo um perfil bem de direita, e isso significa um eleitorado de no máximo 30%. Os gráficos mostram uma curva descendente sem variação, ou seja, com raras possibilidades de reversão.
A Dilma ao contrário: os gráficos mostram uma curva ascendente sem variação, contínua, ou seja, consistente. A Marina está sólida na estabilidade dos 12%, aparentemente teria batido no seu teto. Penso que duas semanas após o início da propaganda eleitoral, permanecendo esse quadro gráfico, a Dilma vence no primeiro turno, salvo, claro, algum terremoto político, isto é: uma grande asneira de campanha.
quarta-feira, 23/06/2010
Ping - O Serra insiste em dizer que tem mais biografia, mais currículo, do que a Dilma, o que acha?
Pong - Lembram do que diziam do Lula? diziam que nunca tinha administrado uma cidade, um estado, que tinha tido uma passagem meio apagado pelo Congresso, e o que vimos foi que se tornou o presidente com o maior índice de aprovação popular. E se tem essa aprovação é porque está respondendo as expectativas do povo. E é importante lembrar que venceu um crise política quando do valerioduto e está vencendo uma crise internacional do braço financeiro do capitalismo.
sexta-feira, 11/06/2010
Ping - Nós criticamos as tendências que não se reúnem, que não democratizam as decisões e parece que nós, DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO, estamos padecendo do mesmo desvio, não acha?
Pong - Infelizmente tenho que concordar com você. Parece que corremos o risco imanente de sermos iguais as outras, nas quais os líderes decidem e depois reúnem para a fotografia homologatória da decisão mandonista. Todas as regras que estabelecemos na nossa instância maior, a plenária de 06/03/2010, não estão sendo aplicadas. Mas acho que não devemos ficar mudos, não trocamos de donos, não aceitamos donos, e o diretório de Guarapari deve dar o alerta, o manifesto de convocação: reunião da coordenação política já, antes do Encontro Estadual de 19 de junho.
Ping - E a vice do Casagrande, será mesmo o Givaldo?
Pong - Não tenho dúvida. Ele superou a fase de acabrunhado, já sacudiu a poeira, e está virtualmente vice do Renato. Para o PT é importante, qualquer outra composição seria um desgaste, uma derrota partidária. O PDT procurou valorizar ao máximo o apoio, mas, ao cabo terá que seguir as diretrizes nacionais. A eleição presidencial é sobredeterminante nas articulações regionais, veja o caso de Minas, é emblemático. É uma estratégia cujo risco futuro é enorme, abrir mão de governadores, fazer coligações proporcionais que não nos favoreçam, tudo isso fará com que o futuro governo Dilma venha a depender mais dos partidos aliados, para tanto, o acordo programático entre os partidos e a interação com os movimentos sociais ganham prevalência para evitar turbulências de governabilidade.
Ping - Acredita em vitória da Dilma já no primeiro turno?
Pong - É possível. Depende mais da gente, das forças aliadas, do que do desempenho das forças adversárias. A luta por espaços de poder na estrutura da campanha da Dilma não pode abrir brecha para cair em ciladas. Antes de visar os próprios umbigos, devemos olhar o sol que ilumina o Brasil, priorizar o partido antes das tendências, o país antes dos partidos, a sociedade antes dos personalismos. O governo Lula tem se saído muito bem da crise sistêmica do braço financeiro do capitalismo, a política externa tem acalentado a nação de autoestima, os números da economia cala qualquer adversário honesto, e como a eleição para presidente está praticamente plebiscitária, a decisão fica entre o retorno do neoliberalismo do governo FHC ou a continuidade qualitativa do governo Lula. Portanto, pela lógica cartesiana, que não existe muito em política, se vamos levar ou não primeiro turno, além de não cometermos aloprações, dependerá do crescimento ou estagnação da Marina da Silva desse complicado PV. Porque uma coisa é mais do que certa: a volta da política privatista e de estado acanhado e subserviente o povo brasileiro não quer mais.
terça-feira, 01/06/2010
Ping - Chico Celso, pelos últimos movimentos do nosso partido, você tem observado que a geopolítica de gabinete anda pelos nossos arraiais, é um tal de falar em nome da Dilma, de dizer que é íntimo, e etc, tudo para, longe do método democrático, jogar a dança das cadeiras, onde sempre sobra um?
Pong - A geopolítica de gabinete não é exclusividade da direita, é própria do mandonismo, e o mandonismo é a postura dos que continuam a acreditar que só os escolhidos, os ungidos, podem e têm condições de falar em nome do andar de baixo. Quanto a intimidade com a Dilma, não posso comentar muito a não ser o seguinte: o único petista, militando no estado, que esteve com ela na Colina e na VAR-Palmares fui eu. Dos quadros que estão atualmente na política do Espírito Santo, independente de serem ou não candidatos, não privaram desse tipo de intimidade, mas o cinismo na política impera...E a mentira também! É um vale tudo de bravatas, cascatas e blefes, em minha casa, meu partido. Enquanto isso a militância continua alheia, o encontro estadual que estava para esta semana foi adiado para 19/06, na expectativa de que até lá a militância já possa sair na fotografia, isto é: tudo já esteja arranjado.
Quinta-feira, 20/05/2010
Ping - Chico Celso, você também está surpreso com as recentes pesquisas dando a Dilma um pouco na frente do Serra?
Pong - Não. Desde o ano passado tenho dito na "consultoria boca livre" que presto a algumas pessoas da área de comunicação que a Dilma chegaria em dezembro de 2009 a 27/29%, que é o patamar do PT, em dezembro não aconteceu, foi em fevereiro que ela começou a chegar nessa base, que é a do partido, até então nem da militância do PT ela era conhecida, a partir daí iria depender da forma com que o Lula se colocasse na chamada transferência de votos. Porque há maneiras e maneiras de fazer isso. Eu vivi no Rio de Janeiro uma transferência real, bem sucedida, que foi do à época prefeito César Maia para um ilustre desconhecido, que era o arquiteto e seu secretário de urbanismo, Luiz Paulo Conde. Isso foi feito com exagero ao outro, quase dizendo que era o Conde quem administrava a cidade, que havia aprendido muito com o ele, etc, mas de fato tinha verdade naquilo, embora aumentada. O Lula tem caminhado por aí e vai mais ainda. Não precisa compará-la ao Mandela, pois este faz parte da galeria dos mitos, assim como o Lula está virando, está entrando para essa galeria. Não acontecerá isso com a companheira, contudo, sem pestanejar, é ela a continuidade avançada do governo Lula e o Serra o retorno ao projeto de Fernando Henrique Cardoso. Com a aceitação do Lula beirando os 90% e o do governo em torno dos 75% seria uma questão de tempo a alavancagem da Dilma. A base de sua candidatura é bem ampla, a capilaridade chega aos níveis primários da pirâmide social e perpassa todos os seus tecidos, e os brasileiros sabem que não se trata prioritariamente da escolha de pessoas, mas de projetos e de quem os irá gerenciar melhor. É isso que irá fazer a nossa companheira Dilma chegar a ser a primeira mulher presidenta do Brasil. E olha que o PT, isto é a sua militância, ainda não entrou na campanha, quando entrar mesmo, vamos ver em cada espaço, em cada casa, uma bandeira, um cartaz, uma faixa com DILMA PRESIDENTA DO BRASIL.
Terça-feira, 11/05/2010
Ping - Inspirado nesta charge, abaixo do nosso PING e PONG, vem a inevitável pergunta : quando o companheiro João Coser vai entrar pra valer na campanha do Casagrande?
Pong - O Renato Casagrande deveria combinar com o João Coser a data para juntos declararem apoio a Dilma e em seguida fazer a mesma coisa junto com o Paulo Hartung. Assim ele, Coser, entra não apenas na campanha do Renato mas na da Dilma também. Dia 22 teremos o nosso Encontro estadual, o Renato vai ser convidado, o PH deveria ser também, e todos juntos fazermos o início da pré-campanha da Dilma e do Renato aqui no estado. Para nós que engolimos em nossa festa de 30 anos a presença de Élcio Álvares e Camilo Cola, seria um início de autocrítica da maioria e bálsamo de motivação coletiva. A considerar os números dessas últimas pesquisas, a direção do PT e´ responsável por aceitação tão pífia, pois ficou muito mais voltada para manter o palanque da miscelânea do que trabalhar a candidatura de nossa companheira Dilma.
Sexta-feira, 07/05/2010
Ping - A campanha nacional está começando, está gostando da postura da companheira Dilma, futura presidenta do Brasil?
Pong - Paulo, está cedo para uma avaliação, mas tem duas coisas que não me agradam na postura dela. Uma, a de ficar explicando que tem competência, acho que deveria simplesmente lembrar que diziam o mesmo sobre o Lula, que nem secretário de governo e ministro havia sido, e tornou-se o melhor presidente do Brasil, e frisar sempre e sempre que a escolha não é prioritariamente de pessoas, mas fundamentalmente de projetos, Serra representando a continuidade de FHC, e ela, Dilma, a continuidade do Lula. Duas, gafe não se justifica, se ri, ou passa batido, não pode entrar na pilha da mídia.
Ping - O PSDB, atráves do seu candidato, Lucas Veloso, que é filho e representante da oligarquia, está tentando tirar proveito da reviravolta, como você está vendo esses movimentos?
Pong - Apesar de plantar na midia principios éticos, ele mostra um oportunismo sem princípio, pois, depois do lava-roupa-suja público, entre ele e o seu cunhado, Ricardo Ferraço, por ocasião da saída deste do PSDB, e ficaram com uma relação de apenas se cumprimentarem secamente, agora enviar emissários e ele próprio tentar se reaproximar do cunhado, é prova suficiente que dignidade passa ao largo quando os objetivos eleitorais estão em jogo. Ele procura tirar proveito das frustrações e mágoas de um ou outro, embora diga que quer discutir projeto, na verdada ele e o PSDB estão dando mais que chuchu na serra, estão oferecendo tudo para aumentar o biombo para o Serra. É possível até que aumente um pouco, porém, se o Coser se juntar ao Renato Casagrande e também cobrarem coerência do PH, e todos juntos começarem a armar, já, o palanque da Dilma, as coisas começam a mudar .
Quinta-feira, 06/05/2010
Ping - O silêncio do Coser é para não ajudar o Casagrande e acabarmos por perder a vice ou por que está envergonhado de sua estratégia fracassada?
Pong - É temeroso o seu vazio, pois enquanto ele não se pronuncia publicamente, os prefeitos da Serra e de Vila Velha o fazem com desenvoltura e pressionam pelos seus interesses. Pode ser que do seu bunker (minha casa, meu partido) ele esteja articulando, mas o silêncio público, escondendo-se dos jornalistas, não é a melhor contribuição ao palanque do Renato. É dever partidário ele sair a campo com o mesmo ímpeto de quando construía o palanque da miscelânea. Depois, se perdermos a vice, teremos que contabilizar com mais um dos seus erros políticos.
Ping - Esses agitos do PDT e do PR significa que poderão ir para o palanque da direita ?
Pong - Como já disse, essa eleição de 2010 será entre o retorno do neoliberalismo ou a continuação do governo Lula, o que está em jogo não permite que alianças regionais, em regra, se sobreponham a esse eixo principal. O caráter nacional irá sobredeterminar as alianças regionais. No momento adequado as direções nacionais irão convencer as direções estaduais. Agora é o momento de decantação, as sujeiras e insatisfações irão para o fundo, mais tarde a história as trará a tona novamente.
Terça-feira, 04/05/2010
Ping - Chico Celso, você ontem terminou no seu pong afirmando que o PT corre o risco de perder a Vice na candidatura do Renato Casagrande, acha mesmo?
Pong - Claro. Em política o silêncio pode ser sábio, mas também mortal. Se o PT está na chapa na posição de vice, os partidos e lideranças, que se sentiram perdedoras ou desgastadas com a reviravolta, saem a campo, soltam balões de ensaio, fazem jogo de cena, e o PT fica calado!? O Magno Malta não será candidato a governador. O Ricardo Ferraço se não sair para senador, fará o quê? Não é um quadro partidário - no sentido de priorizar o partido e seu fortalecimento, nem era do PMDB, então, ou segue apadrinhado pelo PH ou terá que encontrar outro apadrinhamento. Ele ontem culpou todo mundo, em especial PH, mas o grande responsável foi ele mesmo, não conseguiu crescer e unir. É próprio das pessoas mandonistas acharem que o outro é sempre o culpado, autocrítica na política é como uma heresia, lamentavelmente. Enfim, se o PT do Coser deixar somente o PSB e o Casagrande administrando a reviravolta, então, estará permitindo que os insatisfeitos cresçam o olho na Vice, não só o olho... Nós, minoria, aguentamos até a nossa festa de 30 anos ser transformada em palanque para o Ferracinho, tivemos o constrangimento de ver no palco o representante da ditadura,Élcio Álvares, e agora que voltamos ao nosso leito, o partido fica acanhado. Eu acabo de ouvir a entrevista do Vidigal e fica claríssimo que a intenção, o objetivo, é enfraquecer o PT, quer discutir a vice, então, o que deveria estar falando o João e o Givaldo em alto e bom som é: a vice é do PT e não abrimos mão. "Ah mas o PT irá ganhar uma senadora", poderão dizer, devemos responder: isso fez parte do acordo passado, da eleição de 2006, na qual ficamos sem visibilidade, nos sacrificamos, a suplência foi uma contrapartida, além disso, o mapa resultado das urnas de 2008 colocou o PT como a legenda mais votada, e o PT é a direção do processo nacional, é o partido principal do governo Lula , portanto, pela realidade nacional e local temos a preferência na chapa Casagrande. É PSB mais o PT o núcleo central, mas com o objetivo de reproduzir a base nacional aqui, ou seja: PMDB, PR, PDT, sem esquecer do PCdoB. Sabe aquela dança das cadeiras?, pois é, sempre sobra um, geralmente o que fica parado, dança.
Segunda-feira, 03/05/2010
PING - O que achou da explosiva entrevista do Ricardo Ferraço, hoje, segunda, 3, na CBN, na qual declarou-se traído, que sofreu um abril sangrento, que era candidato do governo sem o apoio do governo,que foi vítima de fogo amigo, que não havia alternativa e não pode fazer nada na hora, que foi transformado em comida de onça, sem dizer quem foi a onça, que não sabe se vai ser candidato a senador, que vai reagir, etc?
PONG - Acho que cada vez mais ele se mostra despreparado: primeiro era do PSDB, mas escolhido pelo PH para candidato, saiu do seu ex-partido de forma destrambelhada, para não dizer traiçoeira, ficou sem partido um bom tempo, por indecisão própria, até que PH ajeitou tudo para que ele fosse para o PMDB, que levou um longo tempo para indicá-lo como candidato ( o PT do Coser o fez antes). Teve tudo nas mãos (máquina, orçamento de um bilhão, a maioria dos prefeitos capitaneada pelo Coser, etc) e não conseguiu alçar voo de águia, lembrando aquele filho riquinho que ganha no aniversário bola, bicicleta, autorama, banco imobiliário e tudo o mais, os amigos em volta querem usar os presentes, ele não sabe como distribuir, começa a briga entre eles, e o menino rico vai ficando sozinho...e termina sem os presentes, acaba por ficar sem a bola em plena pelada da miscelânea, ele num dia chora, mas se diz conformado, diz que é desprendido, aí, passa algum tempo, o pai censura, outros amigos o xingam, então ele vira corajoso e ameaça. Cumpriu mais um papel, desta vez a mando do PMDB para valorizar seu cacife e ganhar na aliança proporcional, e também atendendo ao PDT, que através do Enivaldo dos Anjos declarou que se ele não reagisse, não receberia mais o seu voto. Dignidade, meus companheiros, ou se tem e se mantém na hora adversa, ou ..., vocês concluem. E o PT continua em silêncio, acanhado ou acovardado? Depois perde a Vice e não vai saber porquê.
Domingo, 02/05/2010
PING - Você se sente participante dessa reviravolta, já que o palanque que você defendia, e tendo, inclusive, exposto sua proposta a Casagrande e aos nossos companheiros da Democracia e Participação, prevaleceu?
PONG - Eu me sinto muito feliz. Há companheiros que dizem ter intimidade com Lula, com Zé Dirceu, com Eduardo Dutra e por aí vai. Eu não tenho. Tenho sim, companheiros da época da luta contra a ditadura, que estão no governo, alguns dos quais recebem os meus artigos. Se os influenciam ou não, não sei, assim como não sei se ajudei ou influí na opinião dos leitores dos artigos que publiquei na A Gazeta, ou se meus discursos dentro do PT informaram ou formaram algum militante. Sinceramente, gostaria que a resposta fosse sim. Quando escrevo ou discurso, minha intenção é essa, porém não tenho feedback.
Defendi inicialmente a candidatura do Coser e sei que à época o Casagrande viria conosco. Fui contrário ao método da geopolítica de gabinete, aliás, sou radicalmente contrário, e também não defendo a aliança com o PMDB ao custo de excluir aliados histórico-estratégicos e muito menos de sacrificar o PT. Tenho boas relações com o PSB, e, como os companheiros da DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO sabem, conversei com Renato Casagrande , e a proposta que apresentei foi fruto disso, era, pois, um pré compromisso. O que reafirmo é que a aliança com Casagrande é a melhor para o PT. Assim como o PSB, o PT também é igualmente vitorioso nessa reviravolta. Por isso mesmo, cabe a direção, em especial ao Coser e ao presidente do partido, Givaldo, deixarem a tristeza de lado e agarrarem a montagem deste atual palanque com a mesma disposição anterior, ou até maior , porque agora temos as bases conosco, agora não temos que ficar explicando apoio a um filho da oligarquia, agora a maioria do povo capixaba virá conosco. Voltamos ao nosso leito natural, assim como DEM e PPS voltarão ao seu. Agora é hora de sorrir e trabalhar muito.
PING - A geopolítica de gabinete está derrotada? Acabou?
PONG - Derrotada, sim, acabada, não. Construir a democracia de todos é um processo perene,difícil, trabalhoso, cansativo, ao passo que a democracia das elites (aristocracia e a plutocracia) é mais consoante ao sistema capitalista, portanto, atende aos poderosos da economia ou do mandonismo. Veja que no caso concreto, o Ricardo Ferraço não foi escolha do PMDB, aliás, vale lembrar, nem do PMDB ele era, era do PSDB, saiu de forma pouco inteligente e só não foi punido por infidelidade partidária porque a justiça eleitoral fez contorcionismo jurídico , ou por outra, porque as instituições que aqui gorjeiam, não gorjeiam com independência; e por outro lado, o Coser e seu grupo acreditaram no canto da sereia da imaginária 'fila' do PH, e fizeram todas as bobagens não-permitidas na política, e estão sofrendo, mais do que deixam transparecer... Enfim, passaram por cima dos partidos, esqueceram a militância, não ouviram o povo, sobretudo viraram as costas para o recado da urnas de 2008. Recorro-me daquele artigo "Cavalo arreado" (clique aqui para lembrar) no qual encerrei assim: A estrela que brilhou ontem, e ainda tem luminosidade, pode morrer, a que está surgindo, pode apagar, mas ocasionará ao povo capixaba o surgimento de novas constelações no firmamento político do Espírito Santo.
PING - E agora?
PONG - A direção do PT está meio acanhada, envergonhada...Não pode! É preciso assumir a direção desse novo palanque. Está demorando, ontem, no 1º de maio, falei isso com os companheiros Coser e Givaldo. Achei o Coser mais receptivo. É preciso que ele e sua maioria pensem se vão continuar com a indicação do Givaldo ou indicarão outro. Caso a nossa tendência tivesse ido até o fim com a posição que tiramos na véspera, estaria moralmente em condições de reivindicar, mas fiquei só, me fizeram companhia o Paulo Ribeiro e Espartaco, Caralo estava fora do recinto. Ao final do meu discurso, em analogia a semana santa, lembrei a traição a Cristo, lembrei a maioria organizada, mas sem povo, de Barrabás, afirmei que João Coser havia sido traído e poderia ser outra vez, e finalizei com três palavras de ordem: cautela, cautela, cautela. Infelizmente faltou, a soberba - própria do mandonismo - foi maior. A Iriny também escorregou, insistindo numa tese vencida pela realidade, da candidatura própria, em vez de defender a alternativa do Casagrande, porque de imediato daria ao PT uma senadora, era legítima a posição, não deveria ter claudicado.
PING - Estamos sem alternativa?
PONG - Não. É preciso de forma assertiva e peremptória dizer: a Vice é do PT, fez parte do arranjo nacional; a suplência do Casagrande e´resultado da aliança de 2006 , ninguém pode contabilizar no arranjo atual. Qual será o nome?, aí a força das tendências internas determinam, não há outra alternativa. Mas essa escolha vai fazer parte de uma outra contabilidade, de um novo cenário, o das alianças proporcionais - neste ponto, pelo que conversei com o companheiro João Coser, me pareceu lúcido, analisando o melhor para o novo palanque e para o PT. Temos que fazer, obrigação política e moral, 2 federais - isto é, ter no Câmara Federal - e 4 deputados estaduais - isto é, ter na AL, o que significa dizer: uma vez vitoriosos, a composição do governo Casagrande deve propiciar isso.
PING - E a campanha da Dilma, o novo palanque é o suficiente? E o apoio do PH, virá ou mais uma vez nos deixará a ver navios?
PONG - Ele quer terminar por cima, sabe que para o PT não adianta usar da mesma tática - ficar na moita e depois quando a Dilma já estiver com vitória assegurada abraçar à campanha , pois não cola mais, desse jeito não conseguirá um cargo federal ...E como ele declarou que o novo palanque foi ele o artífice, então tem a obrigação moral e política de estar à frente , não só da campanha para o Ricardo, mas do Casagrande, e, então, não haverá justificava palatável para não declarar já o apoio a Dilma. Esta cobrança nós e o PSB temos que fazer imediatamente.
PING - E a nossa tendência, DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO, afinal além de você somente Espartaco e eu da tendência votamos contra a maioria, aliás, não entendi a guinada do Perly.
PONG - A maioria esmagadora carece de autocrítica e de explicação do porquê mudaram o voto coerente para o voto de adesão. Devem aprender que a minoria é derrotada mas não arria bandeiras, não abandona propostas, senão a democracia fragiliza..., e vira centralismo democrático, e o passo seguinte pode ser o método stalinista. Você já colocou neste blog : Urgente reunião da Coordenação política da tendência, é isso aí. É mais do que urgente, porque continua o João e o Givaldo escolhendo quem nos representa nas reuniões em sua (do João) casa (minha casa, meu partido) e também junto ao PSB. Conforme a razão basal de nossa tendência , não mudamos de donos, queremos é construir uma nova tendência local, uma nova maneira de fazer política com ética. Se qualquer um nos representar sem passar pela escolha da coordenação política, corre o risco de ficar sem respaldo. O acerto da nossa proposta, agora realidade, poderá, se capitalizada, fazer a tendência crescer. Mas que não seja apenas visando o futuro governo de Casagrande, mas , sobretudo, por querer democracia com participação ética.
Sábado, 01/05/2010
Ping : No pong do dia 26/04, num derradeiro esforço, você faz uma análise que dois dias depois se confirmou, diga-se que você já a havia feito nos encontros da nossa tendência, e nessa análise você fala na manutenção em Givaldo para vice do Casagrande, é isso mesmo ?
Pong : Eu esperava a retirada do Ciro para que o próximo passo fosse o que ocorreu. Lembrem que no seminário da DEMOCRACIAEPARTICIPAÇÃO eu havia dito que ainda ia ver a direção nacional atuar e como ficariam os que estavam defendendo o palanque da miscelânea...Pois bem, assim que o Ciro foi retirado, fiz aquela análise publicada no pong. Caso, por milagre, a maioria seguisse aquela caminho, estaria em paralelo à Brasília, fazendo o mesmo movimento aqui, e ,então, a manutenção do Givaldo para vice seria adequada.
Ping : E agora ainda acha adequado?
Pong : Acho constrangedor para ele. Ele estava quase virando irmão do Ferracinho. No lugar dele eu abriria mão, iria sair para federal.
Quinta, 29/04/2010
Ping : Como você avalia o isolamento em que a mídia local tem colocado o PT ? Pong : Um partido tem que estar produzindo fatos, movimentos, enfim, notícias que vendam ou interessam à opinião pública, aí a mídia não tem muita alternativa. O PT-ES não é vanguarda, está a reboque dos fatos. Seu presidente, Givaldo Vieira, está se comportando mais como aspirante a vice-governador do que líder de um partido. Até o presente não convocou o diretório estadual para fazer a sua primieira reunião, e e´o diretório que pode ser capaz de exercer o contraditório dentro do partido, movimentar a democracia interna em todo o estado e produzir ações externas.
Segunda, 26/04/2010
Ping : Na coluna de domingo da Praça Oito de A Gazeta ficou claro que o PH colocou o João Coser e o PT no banco de reserva (e caladinhos). Nunca digeri esta aliança no estado, ver materias que escrevi neste blog. Nossa luta de 30 anos está sendo jogada na lata de lixo da história (votamos contra eleições diretas nas escolas e nos aliaremos a um digno representante do neoliberalismo no E.Santo), podemos aceitar ? Parafraseando Drumond : "E agora, Chico ?"
Pong: Venho dentro do partido e publicamente, há dois anos, nos meus artigos, mostrando que Coser e seu grupo, como estrategistas e negociadores, são rotundamente incompetentes. Não por falta de inteligência, mas porque são estrategistas dos próprios umbigos. O companheiro Coser está numa situação do tipo se ficar o bicho come, se correr o bicho pega. Se continuar na aliança ferracista, estará no palanque da miscelânea (começa na direita com o DEM, perpassa o PPS e chega ao PT), o que pode ainda vir a causar danos a Dilma. O papel de coordenador ele já perdeu, não consegue ou não permite que o PT apresente um nome ao Senado, e como vice não é votado e nem é referência, o PT não terá visibilidade. A aliança proporcional, ele não soube articular até o presente, e corremos o risco de mal fazer um federal e no estado continuarmos com dois ou cair para um deputado. Em resumo: toda estratégia construída por ele e seu grupo, desde 2006, tem sido um desastre para o PT. Demos uma votação histórica para o Renato Casagrande e para o Paulo Hartung, o PT ficou quase invisível, em troca ganhou uma suplência, que agora é desprezada, e uma secretaria sem importância estratégica. Em 2008, Coser com todo o capital político que detinha, chegou a mais de 62% de aprovação, e não conseguiu aumentar a bancada municipal, continuamos com dois vereadores. Saímos da eleição municipal de 2008 como a força maior, a legenda mais votada, menos por mérito da direção e mais por fatores locais (Cachoeiro e Colatina) surpreendentes - sem entrarmos nos seus predicados, e num gesto afoito, imaturo e inexplicável, entregou todo o capital do PT numa negociação ingênua, na qual abriu mão de tudo para assegurar uma vice e o andar mais rápido da tal fila imaginada pela geopolítica de gabinete, cujo estrategista-mor, PH, planejou para ganhar sempre e jamais para deixar o PT consolidar a sua força advinda das urnas de 2008. Se Coser continuar armando o palanque da miscelânea, será o responsável pelo fracasso histórico do PT. E mais: pode ver o palanque desmoronar com o PT soterrado e traído pela segunda vez. Se fizer o que as urnas de 2008 indicaram, ou seja, que PT, legenda mais votada, administrando as maiores prefeituras do estado, mais o PSB, fizeram a maioria, cabia, pois, juntos articularem as demais forças. O cavalo estava inicialmente arreado para Coser, ele o levou mansamente para o Ricardo Ferraço, mas Ricardo, egresso de uma oligarquia, não tem o perfil de esquerda, como o recado das urnas exigia. Sabiamente Casagrande percebeu que poderia vir a montá-lo, e agora irá fazê-lo. E irá galopar com chances grandes de ser o vencedor no segundo páreo, pois no primeiro não haverá apenas um vencedor, mas dois, entre os quais ele. Casagrande precisa de aliança, precisa de mais tempo de TV, e oferece uma vice e duas vagas de senador. O PT pode escolher. Como com a vitória do Casagrande o PT já ficaria com uma senadora, por certo, e por coerência, à opção da maioria do Coser seria pela vice. Restam duas vagas que podem ser arranjadas, uma para o PMDB, ou seja, o Ricardo Ferraço para o Senado, com o apoio do Hartung estaria eleito e evitaria sua derrota para governador, outra para o PDT ou aberta, caso o PDT queira assegurar o apoio ao Magno Malta, e aí a chance para o Guerino aumenta. Este arranjo aglutina todos e ainda leva o DEM e o PPS para o seu leito junto ao PSDB, permitindo o antagonismo que o IV Congresso do PT recomendou. O outro, o palanque da miscelânea, traz babel ideológica, potencial de traição, como já verificado com o “fico” do Hartung . O PT nesse arranjo poderia também fazer uma aliança proporcional com PSB, com equilíbrio e com potencial de fazerem, juntos, uns 4 ou 5 federais e uns 6 estaduais. Até o PH sairia bem desse imbróglio, primeiro porque manteria unido muitos, segundo, não correria o risco de sair derrotado, terceiro, iria posteriormente para um cargo federal, visto que nesse arranjo estaria com tudo para, fugindo à sua regra, declarar apoio desde já a Dilma para presidenta. O João Coser, em qualquer caso, como estrategista, será um derrotado, mas, fazendo esse giro de 180 graus, ainda pode mostrar a grandeza da autocrítica e vir-a-ser um dos coordenadores da campanha da Dilma, agora sem o risco de acumular mais um fracasso. E, sobretudo, dedicar-se para recuperar à PMV e se credenciar à vaga de senador em 2014, na vaga da companheira Ana Rita, sem abdicar do seu desejo focal: Givaldo como vice-governador do Espírito Santo. Esse giro, se for imediato, possibilitará ao PT ser o que deixou de ser no palanque da miscelânea, o aliado principal na gestão do próximo governo. Assim que o Renato Casagrande declarar apoio a Dilma, ela começará a crescer no Estado. Aposto minhas fichas. E agora os companheiros que façam os seus jogos, ainda há tempo de salvar o PT-ES e ajudar a minha companheira Vanda (Dilma) na árdua caminhada à presidência da república. Chico Celso Calmon é membro da Coordenação da CNB-Democracia e Participação e de sua Executiva.

2 comentários:

  1. Oi Ping, oi Pong.
    Gosto muito desse jeito de vcs falarem de política. Tenho lido mas só hoje consigo comentar.
    Parabéns pelo Blog, pelos artigos.
    Algumas sugestões:
    1- Cuidado com o cedilha (kkkkk);
    2- Mesmo apreciando as análises de conjuntura política, ainda acho um tanto pragmático quando não se fala no quanto será bom para o povo essa reviravolta. É importante pois muitos que nos leem pensam que estamos interessados apenas nos cargos políticos que podem vir daí. Não nos conhecem;
    3- Boa parte dos leitores é jovem e também não conhece a história para analisar e, depois, votar, a partir de análises que não retornam;
    4- Mao Tse Tung disse em O Tigre de Papel que o homem que não conhece sua história está fadado a repeti-la. Queremos sim repetir algumas coisas de nossa história PeTista, mas no momento estou revendo um filme de articulações já vividas e de renúncias já acontecidas.Não vamos fazer das eleições uma laranjada.
    5- Casagrande não é apenas nosso senador mas também quem abre um leque de maior participação popular numa linha mais próxima à vontade de socialismo que podemos ter no momento, não apenas porque a companheira Ana Rita entrará para o Congresso, mas porque o Congresso estará mais próximo do povo capixaba;
    6- Sou petista militante (atuante e professante) e estive analisabdo o quadro de nossos pré-candidatos a deputado estadual e federal, peço uma análise daquilo que vi como pré-candidaturas pois não entendi muito bem a composição, podem me ajudar?
    Um abraço, parabéns e estejam certos que o PT não está rachado, pelo menos não o PT que realmente vai pra rua fazer voto e servir de palanque.
    Graça Andreatta

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  2. Também gostei da reviravolta...
    Reviravolta dos condidatos.
    E o geito de fazer política?
    Esse, falta ainda "reviravoltar".
    Pelo menos o que muitos sabiam e alguns diziam ficou evidente. Ja é alguma coisa para alimentar a esperança de que o modo petista de fazer politica chegue também por aqui. Depende da capacidade de conviver com o debate e de autocrítica dos que se encastelaram no poder e repetem tristes experiências. A porta esta entreaberta ...bom seira escancará-la.

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