PAC 2 é “herança bendita” para sucessor, diz Dilma

 aaaaaaaaaadilma Pré-candidata do PT na corrida presidencial, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta segunda-feira que a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), que contempla o conjunto de obras prioritárias em infraestrutura para o período a partir de 2011, será uma “herança bendita” para o futuro governo.

“O PAC 2 é um herança bendita que nós vamos deixar para quem venha a suceder nosso governo”, disse a ministra. “O PAC não é uma cifra, uma sigla e tampouco um canteiro de obras. Ele é uma realização humana e a transformação do dinheiro público (…) em qualidade de vida e desenvolvimento para a população brasileira. É uma parceria para (…) gerar felicidade para as pessoas. O PAC vale a pena”.

“Como já virou praxe no governo Lula, se ficamos felizes com êxitos no presente, preferimos celebrar os avanços e todas as perspectivas que o futuro nos coloca. Vamos celebrar os resultados do PAC lançando o PAC 2″, disse a ministra, que foi privilegiada no lançamento do PAC 2 por outros 30 ministros de Estado, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo vice-presidente José Alencar.

O governo federal anunciou, nesta segunda-feira, a previsão de investimento de R$ 1,59 trilhão no âmbito da segunda rodada do PAC. A perspectiva de aplicação dos recursos envolve governos futuros – cujos gestores ainda passarão pelo crivo das urnas – e estima destinação de R$ 958,9 bilhões no período de 2011 a 2014 e outros R$ 631,6 bilhões a partir de 2014.

O anúncio faz parte do último evento público de Dilma em Brasília antes de deixar o governo, no dia 31 de março, para se dedicar à campanha eleitoral.

“O maior motivo para celebrar o PAC é o fato de ele ter ajudado a recuperar a capacidade do Estado brasileiro de planejar e investir. O PAC firmou a mais sólida parceria do setor público com setor privado e revigorou o pacto federativo”, disse a ministra. No PAC 1, que completou três anos em janeiro, as ações concluídas totalizam apenas 40,3% do total de obras.

“Gostaria de me dirigir a vocês dizendo que hoje temos muitos motivos para celebrar da maneira que o governo Lula se acostumou a fazer: anunciando mais trabalho”, disse a pré-candidata, ressaltando que em três anos as obras de infraestrutura ampliaram o investimento público, ampliaram o volume de financiamentos via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de ter contribuído para o crescimento na geração de empregos.

“Ele mudou a forma de governar o Brasil, colocando o investimento na ordem do dia. O PAC 2 incorpora, complementa e faz avançar o PAC 1. Define uma série de ações que serão incluídas no orçamento de 2011. Esse dinheiro é um dinheiro que será transformado em qualidade de vida e em um futuro melhor para brasileiros e brasileiras. O PAC 2 amplia metas, revigora os compromissos desse governo com o desenvolvimento do País”, afirmou, classificando o presidente Lula como um político que “enxerga o País muito além do seu governo e se preocupa sinceramente com o destino das futuras gerações”.

Pelas perspectivas no cenário macroeconômico divulgadas no lançamento do PAC 2, o governo anunciou estimativa de que o crescimento médio da economia brasileira no período de 2011 a 2014 será de 5,5%. No cenário de perspectivas governistas, o superávit primário médio entre 2011 e 2014 deverá ficar na casa dos 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

No patamar de 42,9% do PIB, a dívida líquida do setor público terá trajetória de queda, de acordo com a perspectiva da equipe econômica, atingindo, ao final de 2014, 28,7% do conjunto de todas as riquezas do País.

Governos anteriores

Dilma disse que, no Brasil, existiram três modelos de Estado. O primeiro, na década de 50, era o Estado produtor, que atuava diretamente na economia e às vezes era autoritário. O segundo “foi o Estado mínimo do neoliberalismo que nos antecedeu”. O “Estado do não”, enfatizou. “Não havia Planejamento estratégico, não havia crescimento de investimento público e não havia parceria com a iniciativa privada”. “Foi um Estado omisso”, acrescentou.

O terceiro modelo do Estado brasileiro, segundo a ministra, foi implantado durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva. “É o do Estado indutor, regulador, que cria condições para que os investimentos sejam feitos e cobra”. Segundo a ministra, esse modelo respeita a iniciativa privada, não abre mão do desenvolvimento, mas garante a estabilidade macroeconômica. A regra central, segundo a ministra, é que o desenvolvimento ocorra com distribuição de renda. “Três expressões renasceram no governo Lula: planejamento, investimento e desenvolvimento com inclusão social. Deixamos para trás décadas de improvisação”.

A ministra encerrou seu discurso com a voz embargada. Ao se referir ao novo papel do Estado que, segundo ela, foi definido no governo Lula, e às perspectivas de crescimento do País com o PAC 2, Dilma, dirigindo-se ao presidente, disse que “este é o Brasil que o senhor, presidente Lula, recuperou e construiu para todos nós e que os brasileiros não deixarão mais escapar e que eu espero vai continuar crescendo com o PAC 2″.

A exposição de Dilma sobre o PAC, a última como ministra da Casa Civil, teve um caráter mais político do que técnico. Diferentemente das apresentações anteriores Dilma não se prendeu aos números e às tabelas exibidas para a plateia. Em vez disso preferiu uma abordagem mais qualitativa sobre o impacto das obras e o motivo de cada investimento. Ao falar sobre novos investimentos de geração de energia elétrica, por exemplo, Dilma não listou quais usinas serão construídas e quantos megawatts serão produzidos. Em vez disso, preferiu garantir mais uma vez que não faltará energia ao País e que a expansão da geração se dará por meio de fontes menos poluentes, como usinas hidrelétricas e de biomassas.

 

Fonte: o outroladodanoticia

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