Proposta de Tática Eleitoral

Proposta de Tática Eleitoral à luz da Política de Alianças consagrada pelo 4º Congresso do Partido dos Trabalhadores.

1- Os Estatutos do PT estabelecem “a supremacia dos interesses partidários sobre os interesses particulares, de tendências partidárias, de correntes ou grupos internos”.

“Devemos envidar todos os esforços no sentido de buscarmos candidaturas unitárias aos governos estaduais. Onde isso se revelar politicamente impossível, devemos construir um acordo de procedimentos durante a campanha, que permita a existência de dois palanques para a candidatura presidencial” (Item 11 da Resolução do 4º Congresso)

Em observância a esse item propomos que não se feche questão até que os cenários estejam definidos e o acordo de procedimentos construído.

2- “É necessário, também, construir uma ampla base de alianças para propiciar a reeleição de nosso projeto político e a consolidação da coalizão que sustenta o governo. O PT Nacional também deve priorizar a reeleição de nossos projetos nos estados que governamos e ampliar o número de estados que o PT governa. Outra meta fundamental é ampliar nossas bancadas na Câmara, assembléias legislativas e no Senado, objetivo essencial para a agenda de mudança que queremos para o Brasil. (Resolução DN Dez.2009)”.

Nesse sentido devemos aprofundar a construção da indicação de candidaturas próprias ou apoios de dois candidatos ao Senado. Para isso, essa construção deverá ser finalizada até a primeira semana de maio do presente ano.

3- O PT-ES tomará a iniciativa de discutir e propor a todos os partidos da base aliada uma coligação proporcional que lhe assegure a manutenção e ampliação da sua representação parlamentar, tendo por respaldo a popularidade e aceitação do governo Lula e a representatividade do PT. Sendo certo que o PMDB é o partido que não nos possibilita esse objetivo.

4- “Para que tenhamos sucesso na tarefa de transformar as eleições em uma disputa de projetos antagônicos é importante constituir a mais ampla frente de partidos, entre os que apóiam o governo Lula”. (Item ’10 da Resolução do 4º Congresso).

O PT-ES apresentará aos partidos aliados uma proposta para a construção de um programa de governo, em sintonia com o da candidata Dilma, a fim de alcançar essa DELIBERAÇÃO, ou seja: de um lado, a herança maldita do governo FHC e sua volta com o candidato Serra, de outro, a continuidade criativa do governo Lula com Dilma presidenta.

5- O PT, mesmo participando de um governo de outro partido, não pode perder a sua identidade, o seu protagonismo político,deixando de apresentar proposições referentes aos seus compromissos programáticos e estratégicos oficiais, tais como a ampliação da democracia participativa, como a eleição de diretores de escola, como a permanente e intransigente defesa dos direitos humanos, impedindo qualquer tentativa de criminalização dos movimentos sociais, garantindo desta forma a alma da democracia petista, que estamos a construir no Brasil.

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