Virou amigo. Uma liderança do PT comenta: se antes o clima no partido era de ressentimento com o senador Renato Casagrande (PSB), por ele ter mantido os movimentos e ter se tornado o principal adversário de Ricardo Ferraço (PMDB), agora, de quarta-feira para cá, já tem petista se dizendo amigo do senador desde criançinha.
Ressaca moral. Quanto ao PT, o partido não chegou a ser tão atingido pelo tsunami político na chapa palaciana como PR e PDT. Ficou quase do mesmo tamanho – porque poderá ganhar uma senadora. O maior desgaste, no entanto, foi da atual cúpula petista, que entregou cedo demais a legenda ao grupo palaciano, ficou com opções limitadas no jogo eleitoral e ainda rachou a sigla ao abraçar Ferraço sem esgotar o debate interno.
Nosso comentário: Pelo contrário, ficou maior. A vice é do PT, fez parte do arranjo atual, portanto, igual ao anterior, mais uma senadora, e voltamos a ser coordenação da campanha que Coser já havia perdido para o Vidigal , pois fora colocado no banco de reservas. E mais: como o palanque da miscelânea ia do DEM, passando pelo PPS, até chegar no PT, no hipotético governo Ferraço, o PT teria um espaço menor e estaria numa administração tipo babel ideológica, agora não, serão menos partidos, os mais à direita ficarão com o PSDB, e a gestão será mais homogênea. E há ainda a possibilidade de uma aliança proporcional que garanta deputados, federal e estadual, superiores a quantidade hoje existente. Eu diria que antes tínhamos apenas uma vice, agora temos 5 pontos favoráveis: vice, senadora, gestão preferencial, gestão homogênea, parlamentares a mais ( mesmo que fiquemos na suplência , o Casagrande poderá chamar para a secretaria abrindo espaço).
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