Acertou na mosca

O petista  João Coser, prefeito de Vitoria, acertou na mosca ao retirar o seu nome como possível candidato ao governo em 2010.Afinal, o seu compromisso maior é com a população que o elegeu para um mandato de 4 anos. Continuar alimentando o seu nome como provável candidato seria manter falsas expectativas nos correligionários, nos aliados e na parcela do povo que o quer como candidato a governador. Retirando o nome com 15 meses de antecedência possibilita ao PT estudar os diversos cenários com tempo razoável para construir alternativas.


Foi um disparo com silencioso e mira telescópica tal a precisão do tiro, porque ninguém ouviu ate tombarem as primeiras vitimas. Retirando-se como possível candidato, anunciou que disponibilizaria o seu prestigio político para construir a candidatura ungida pela geopolítica de gabinete, de Ricardo Ferraço. Ferido com bastante seqüelas está o partido historicamente aliado do PT, o PSB, pois ambos haviam acordado de cada qual acalentar suas próprias candidaturas por um largo período até que a conjuntura indicasse o melhor caminho. Pego de surpresa o PSB deve estar que nem noiva abandonada na entrada da ir

Lideranças políticas, que souberam somente após a esposa do prefeito autorizar, também foram surpreendidas e estão tendo que, a fórceps,, encontrar alguma saída,tal o inusitado da situação, como e o caso daqueles lideres que por ideologia sempre se colocaram contrários às oligarquias e por isso angariaram o respeito das bases. E fazendo essa sopa eclética cada vez vai ficando mais difícil a população escolher os partidos por sua identidade ideológica - se é que ainda ha.

O mais ferido foi o PT. Primeiro porque a resolução da direção nacional de 8 de maio declara: "Em nível estadual, o processo estatutário de definição das candidaturas majoritárias e proporcionais do PT somente terá inicio após o 4° Congresso Nacional, a ser realizado de l8 a 21 de Fevereiro de 2010. Havendo consenso no âmbito estadual quanto à definição da candidatura majoritária,  à política de alianças e a tática eleitoral, a DN poderá autorizar excepcionalmente a alteração no disposto neste item"

Como não há consenso, a proposta não foi levada à direção muito menos em caráter excepcional autorizado a sua desobediência. Segundo porque um líder petista não é líder de si mesmo, não fala em caráter pessoal, mas em nome dos liderados; líder que fala só por si não é líder, é chefe. Em conseqüência subnutre a democracia interna. desrespeita as instâncias, e ainda desorienta a militância que sabe, por exemplo, que alterar a correlação de forcas no Senado e objetivo estratégico, sem a qual o governo Dilma ficará,como o de Lula. à mercê dos oligarcas do PMDB como Sarney, Renan &Cia.

Foi um disparo multicerteiro de um míssil teleguiado de um bunker estratégico - unidade de defesa ostensiva, na qual fica o chefe supremo. Para coordenador de campanha Coser começa mal, atropelando o calendário interno do PT, provocando atritos, frustrando o PSB, e desse jeito pode prejudicar a candidata Dilma Roussef

Francisco Celso Calmon Ferreira da Silva coordenador da Comissão de Ética do PT ES.

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