A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, prometeu aos maranhenses, ontem, ao participar do lançamento da pedra fundamental daquela que será a maior refinaria de petróleo da América Latina, “emprego na veia”. E é no mínimo isso que terá a minúscula Bacabeira, cidade de pouco mais de 15.000 habitantes a 60 quilômetros de São Luis e a muitas milhas marítimas dos campos de petróleo explorados no Brasil. Ela receberá, em quatro anos, investimentos da ordem de R$ 40 bilhões, o equivalente a 224% do PIB de todo o Estado do Maranhão.
“Por trás deste investimento virão hotéis e estradas e, em alguns anos, poderemos ver o mapa do Brasil e dizer que o Norte e o Nordeste não são mais pobres”, projetou o presidente Lula na mesma solenidade.
“Será uma obra estruturante e importante para elevar o Maranhão a um novo status de estado economicamente forte e ativo no cenário nacional e mundial”, previu o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli.
Um projeto deste vulto tem mesmo potencial de operar milagres. No Maranhão, seria o de inverter, em poucos anos, uma curva há três décadas decrescente de indicadores econômicos e sociais. Os últimos dados do IBGE apresentaram o estado como o de pior renda per capita, pior distribuição de renda e de maior deslocamento da população para faixas de pobreza mais acentuada, ao contrário da tendência geral do país. O Maranhão está entre os estados com piores índices de desenvolvimento humano e econômico.
É neste solo que serão plantados, a curtíssimo prazo, 26.000 empregos – trabalhadores que serão contratados diretamente para construir e implantar a refinaria e o terminal portuário que receberá petróleo e embarcará derivados – e que a médio e longo prazo chegarão a 132.000. A projeção é da Petrobras, que considera os empregos diretos dos futuros operadores das unidades de produção, os empregos indiretos e os que serão criados em decorrência do aumento da renda local.
A intenção do governo é qualificar a mão-de-obra local para assumir esses postos, até mesmo para não sobrecarregar a precária infraestrutura local com a migração de trabalhadores. Para isso o Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo e Gás Natural (Prominp), do governo federal, pretende capacitar 22,7 mil pessoas até 2013.
A primeira etapa da Refinaria de Bacabeira estará pronta em 2013 e terá capacidade para processar 300.000 barris de petróleo por dia. Com a conclusão da obra, em 2015, a capacidade de refino passará para 600.000 barris por dia, que serão transformados em gasolina, gás e petroquímicos.













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